Existem vários tipos de figuras de linguagem e saber reconhecê-las pode te ajudar, e muito, a interpretar melhor os textos no vestibular. Saiba mais!
Você já leu um texto e ficou com aquela sensação de que não assimilou direito a mensagem transmitida? Para uma boa interpretação, é preciso compreender as palavras além dos significados literais. Existe um recurso conhecido como “figuras de linguagem” que é usado em diferentes situações por autores, escritores, jornalistas, publicitários e até mesmo nas redes sociais para tornar a comunicação mais expressiva, criativa e significativa.
As figuras de linguagem são formas especiais de utilizar as palavras para produzir algum novo sentido. Elas podem criar comparações, destacar características, provocar humor, transmitir emoções, reforçar uma ideia ou fazer com que uma mensagem seja compreendida de maneira diferente do seu sentido literal.
Elas estão presentes em muitos textos, por isso, conhecer as principais figuras de linguagem é importante tanto para quem precisa interpretar textos quanto para quem deseja escrever melhor. Esse conteúdo também é útil para quem está se preparando para o vestibular, visto que exames como o Enem podem conter esse recurso linguístico.
Para ficar mais claro, vamos a um exemplo simples. A frase “estou morrendo de fome” não significa necessariamente que uma pessoa esteja correndo o risco de literalmente morrer. A expressão utiliza uma figura de linguagem para enfatizar que ela está com muita fome.
Talvez agora você esteja se perguntando: como é possível identificar esse tipo de recurso em um texto? Quais são as principais figuras de linguagem? E como diferenciar uma metáfora de uma comparação ou uma metonímia de uma hipérbole?
Calma, é bem mais simples do que parece, basta você anotar todas as dicas. Veja a seguir quais são as principais figuras de linguagem, entenda como elas funcionam e confira exemplos práticos para reconhecer cada uma delas.
O que são figuras de linguagem?
As figuras de linguagem são recursos utilizados para modificar, ampliar ou destacar o sentido habitual das palavras e expressões. Elas permitem que uma mensagem seja transmitida de maneira mais expressiva ou até mesmo exagerada. Em muitos casos, a figura de linguagem surge quando existe uma diferença entre aquilo que está escrito literalmente e aquilo que o autor realmente pretende comunicar.

Por exemplo, na frase “Aquele aluno é uma fera em Matemática” há uma figura de linguagem. Isso porque a palavra “fera”, se lida de forma literal, pode indicar um animal. Entretanto, nesse contexto, ninguém está dizendo que o aluno é um animal. A expressão significa que ele tem grande habilidade em Matemática. Esse deslocamento de sentido é característico de uma figura de linguagem.
Elas podem aparecer em praticamente todos os tipos de texto, como:
- Poemas;
- Músicas;
- Romances;
- Notícias;
- Propagandas;
- Histórias em quadrinhos;
- Textos publicitários;
- Discursos;
- Postagens em redes sociais;
- Conversas do cotidiano;
- Textos escolares e acadêmicos.
Viu como essas figuras de linguagem estão presentes em todo canto? Por isso, aprender a identificar esses recursos ajuda a compreender não apenas o que o texto diz, mas também como ele constrói seus significados.
Por que as figuras de linguagem são importantes?
As figuras de linguagem desempenham diferentes funções na comunicação. Entre as principais estão:
Dar mais expressividade ao texto
Ao invés de escrever “ele estava muito cansado”, o autor pode expressar isso de forma mais intensa dizendo “ele estava morto de cansaço”. A segunda construção é mais expressiva e transmite uma intensidade maior.
Criar imagens na mente do leitor
Na literatura, as figuras de linguagem ajudam a transformar ideias abstratas em imagens.
“O tempo voa” é um bom exemplo. Essa expressão não significa que o tempo possui asas e pode voar literalmente. A expressão, na verdade, cria uma imagem que representa a rapidez com que o tempo passa.
Produzir humor ou ironia
Também é possível utilizar figuras de linguagem para um tom mais divertido ao texto.
“Que ótimo! Mais uma prova surpresa!”. Se um aluno disser disso, dependendo do contexto e da entonação, o “que ótimo” pode significar justamente o contrário, que a pessoa não gostou da situação.
Tornar uma mensagem mais persuasiva
Na publicidade, esses recursos são frequentemente utilizados para chamar a atenção e criar associações. Uma propaganda pode apresentar uma bebida como capaz de proporcionar “uma explosão de sabor”. Nesse caso, não se trata de uma explosão literal, mas de uma maneira de enfatizar a intensidade do sabor.
Quais são as principais figuras de linguagem?
Agora que você já sabe o conceito geral, chegou a hora de entender quais são as categorias que as figuras de linguagem podem ser organizadas. Tradicionalmente, elas são estudadas como figuras de palavras ou semânticas, figuras de pensamento e figuras de construção ou sintaxe, além das figuras relacionadas à sonoridade.
Entre as mais importantes estão:
- Metáfora;
- Comparação;
- Metonímia;
- Catacrese;
- Personificação;
- Hipérbole;
- Eufemismo;
- Ironia;
- Antítese;
- Paradoxo;
- Gradação;
- Prosopopeia;
- Pleonasmo;
- Elipse;
- Zeugma;
- Anáfora;
- Aliteração;
- Assonância;
- Onomatopeia.
Confira em detalhes de cada uma delas:
1. Metáfora
A metáfora é uma das mais populares. Ela acontece quando uma palavra ou expressão é utilizada com um sentido diferente do literal, estabelecendo uma relação de semelhança entre elementos.
Exemplo: “Meu irmão é uma rocha”.
A frase não significa que o irmão seja literalmente uma pedra. A ideia nesse caso é transmitir características associadas a uma rocha, como força, estabilidade ou resistência.
“Ela tem um coração de ouro.”
Nesse exemplo, não significa que o coração dela seja realmente feito de uma pedra preciosa. A expressão sugere que ela é uma pessoa generosa, bondosa ou de grande valor afetivo.
Como identificar?
Ao ler o texto, pergunte a si mesmo: a palavra está sendo utilizada em seu sentido literal?
Se não estiver e houver uma associação implícita entre duas ideias, pode haver uma metáfora.
Exemplo em texto
“Depois de muitos anos de trabalho, aquele professor se tornou uma ponte entre os estudantes e a comunidade.”
“Professor” e “ponte” não são literalmente a mesma coisa. A metáfora destaca a função do professor de conectar pessoas e conhecimentos.
2. Comparação
A comparação também estabelece uma relação de semelhança, mas geralmente apresenta um elemento comparativo explícito. Para isso, são usadas palavras do tipo:
- como;
- tal qual;
- assim como;
- semelhante a;
- que nem;
- parece.
Exemplo: “Ela correu como uma atleta profissional”.
Existe uma comparação explícita entre a maneira como ela corre e a maneira como uma atleta profissional corre. A frase literal seria: “Ela é uma atleta”. No entanto, na frase “ela corre como uma atleta” há uma comparação explícita.
Dica
Uma maneira prática de diferenciar:
- Metáfora: comparação implícita;
- Comparação: comparação explícita.
3. Metonímia
A metonímia ocorre quando uma palavra é empregada no lugar de outra, porque existe entre elas uma relação de proximidade ou associação. Um exemplo bastante comum é utilizar o autor pela obra, como nesse caso: “Estou lendo Machado de Assis”. A pessoa não está literalmente lendo o escritor. Está lendo uma obra escrita por ele.
Outro exemplo: “O Brasil venceu a partida”. Dependendo do contexto, “Brasil” pode representar a seleção brasileira e não necessariamente todas as pessoas que vivem no país. Também é comum ouvir frases do tipo “bebi dois copos de água”. Nesse caso, normalmente a pessoa bebeu a água que estava nos copos, e não os recipientes.
Como identificar?
Procure uma palavra que esteja sendo usada para representar outra por uma relação de proximidade.
4. Catacrese
A catacrese acontece quando uma palavra ou expressão é emprestada de outro contexto porque não existe, ou não é comum, e se torna um termo específico para determinada situação. Veja alguns exemplos que já fazem parte do uso cotidiano das pessoas e soam naturais:
- Pé da mesa;
- Braço da cadeira;
- Boca do fogão;
- Cabeça do prego;
- Dente de alho;
- Asa da xícara.
Na frase “o pé da mesa está quebrado”, a mesa não possui um “pé” no mesmo sentido que um ser humano possui. O termo foi emprestado por semelhança de função ou aparência.
A catacrese é tão comum que muitas vezes nem percebemos que estamos utilizando uma figura de linguagem.
5. Personificação ou prosopopeia
A personificação, que também é conhecida como prosopopeia, acontece quando características, sentimentos ou ações humanas são atribuídos a animais, objetos, elementos da natureza ou seres não humanos. Ela é muito usada na literatura.
Exemplo: “O vento sussurrava entre as árvores”.
O vento não consegue literalmente sussurrar como uma pessoa. O verbo foi utilizado nessa frase para criar uma imagem mais expressiva.
Outro exemplo: “A cidade nunca dorme”.
Uma cidade de fato não dorme, literalmente falando. A expressão atribui a ela uma característica humana para expressar que há movimento em qualquer momento do dia.
Como identificar?
Basta se perguntar se há algo que não é humano realizando uma ação ou apresentando uma característica tipicamente humana. Se a resposta for sim, provavelmente temos personificação.
6. Hipérbole
A hipérbole é uma expressão exagerada utilizada para intensificar uma ideia.
Ela é muito bem comum na comunicação cotidiana. Você já teve ter ouvido alguém dizer, por exemplo, fases do tipo: “Estou morrendo de fome”, “Já falei isso um milhão de vezes” e
“Esperei uma eternidade por você”. Esses são casos em que não se deve interpretar literalmente. O exagero serve para enfatizar a intensidade de uma situação.
Como identificar?
Analise se a frase contém uma informação que pareça propositalmente exagerada.
A pergunta-chave é: o autor exagerou uma situação para reforçar uma ideia? Se sim, a hipérbole foi usada.
7. Eufemismo
Já o eufemismo consiste em utilizar uma expressão mais suave para falar sobre algo considerado desagradável, difícil, delicado ou socialmente desconfortável. Ao invés de falar diretamente que uma pessoa morreu, é possível dizer: “Ele nos deixou”.
Ele pode ser usado de várias formas e em vários ambientes, incluindo o mundo corporativo. Por exemplo: “A empresa está passando por uma reestruturação de pessoal”. Dependendo do contexto, essa é uma frase comum para suavizar a comunicação sobre demissões ou mudanças no quadro de funcionários.
O eufemismo não necessariamente altera o fato apresentado, ele só costuma modificar a maneira como a informação é expressa.
8. Ironia
Essa já é uma palavra muito conhecida, não é mesmo? A ironia acontece quando uma expressão é utilizada para transmitir uma ideia diferente — e muitas vezes contrária — ao seu sentido aparente. Imagine a seguinte situação: uma pessoa chega muito atrasada a um compromisso e alguém fala: “Nossa, você chegou cedo!”.
Se for analisada de forma literal, essa frase elogia a pontualidade da pessoa. No entanto, é possível concluir pelo contexto que a outra pessoa está expressando justamente o contrário.
Vale destacar que a ironia depende muito do contexto, por isso, uma dica importante para provas e interpretação de texto é não identificar ironia apenas olhando para uma frase isolada. É necessário observar a situação comunicativa.
Exemplo: “Parabéns pela organização! A sala está uma verdadeira bagunça”. O começo da frase indica uma coisa, mas ao ler por completo é possível concluir que quem falou está sendo irônico e querendo dizer o contrário.
9. Antítese
A antítese ocorre quando ideias ou palavras de sentidos opostos aparecem próximas para criar um contraste. Veja alguns exemplos:
- “Era um dia de alegria e tristeza”
- “Entre o amor e o ódio, havia muitas dúvidas”
- “Alguns choravam enquanto outros sorriam”
Observe que existem ideias opostas:
- Alegria × tristeza;
- Amor × ódio;
- Chorar × sorrir.
A oposição ajuda a destacar um contraste presente na mensagem. Para identificar, procure ideias contrárias colocadas em relação dentro do texto.
10. Paradoxo
O paradoxo apresenta uma ideia que aparenta ser contraditória ou incompatível, mas que pode produzir um significado quando analisada de maneira mais profunda. Ficou confuso? Confira um exemplo para compreender melhor: “Quanto mais aprendemos, mais percebemos que ainda temos muito a aprender”.
Nesse caso, existe uma aparente contradição à primeira vista, isso porque a lógica seria a seguinte: se a pessoa está aprendendo, ela deveria ter cada vez menos coisas a aprender. A ideia, porém, representa o reconhecimento de que o conhecimento adquirido também pode revelar a dimensão daquilo que ainda desconhecemos.
Vamos a outro exemplo: “Era uma alegria dolorosa”. As palavras “alegria” e “dolorosa” parecem incompatíveis, mas podem representar uma experiência emocional complexa.
Antítese x paradoxo
Essa diferença costuma gerar dúvidas. A antítese apresenta oposição entre ideias, como
“amor e ódio”. Já o paradoxo aproxima ideias aparentemente contraditórias em uma construção que provoca reflexão, como na frase “é uma dor que traz alegria”.
11. Gradação
A gradação ocorre quando ideias ou palavras são apresentadas em uma sequência que indica aumento ou diminuição de intensidade.
Exemplo: “Ele ficou preocupado, assustado, desesperado”.
A intensidade aumenta progressivamente. Também pode acontecer no sentido contrário:
“Gritou, falou, sussurrou”. Nesse caso, a intensidade da manifestação da voz diminui. A gradação pode contribuir para criar ritmo e reforçar a evolução de uma situação.
12. Pleonasmo
O pleonasmo costuma ser muito usado no dia a dia. Ele ocorre quando há repetição de uma ideia, podendo ser utilizado de maneira expressiva, para reforçar uma mensagem, ou pode aparecer como repetição desnecessária.
Exemplo: “Eu vi com meus próprios olhos”.
Tecnicamente, “ver” já pressupõe o uso dos olhos. A repetição serve para enfatizar que a pessoa presenciou diretamente o acontecimento.
Outro exemplo: “Chorar um choro triste”.
A repetição pode ser utilizada intencionalmente para produzir determinado efeito estilístico.
É importante não confundir qualquer repetição com erro. Para isso, é preciso analisar o contexto e a intenção do autor. Em muitos casos, é algo intencional, mas em outros são vícios de fala, como “subir pra cima” e “descer pra baixo”.
13. Elipse
A elipse acontece quando uma palavra ou expressão é omitida, mas seu significado pode ser facilmente compreendido pelo contexto.
Exemplo: “Na sala, apenas três alunos”.
O verbo “havia” ou “estavam” pode estar subentendido. Com o verbo, a frase ficaria: “Na sala, havia apenas três alunos.”
Outro exemplo: “Fomos ao cinema; depois, ao restaurante”.
Na segunda parte, o verbo “fomos” está oculto: “Depois, fomos ao restaurante”. A elipse pode tornar o texto mais conciso.
14. Zeugma
A zeugma é um tipo específico de elipse em que uma palavra já mencionada anteriormente é omitida na sequência.
Exemplo: “Eu gosto de literatura; minha irmã, de Matemática”.
Percebe que o verbo “gostar” não aparece na segunda oração? Isso porque ele pode ser recuperado pelo contexto. Com a repetição, ficaria assim: “Eu gosto de literatura; minha irmã gosta de Matemática”.
Diferença entre elipse e zeugma
A diferença principal está na referência:
- Elipse: omissão de um termo que pode ser identificado pelo contexto.
- Zeugma: omissão de um termo que já apareceu anteriormente.
15. Anáfora
No campo das figuras de linguagem, a anáfora ocorre quando uma palavra ou expressão é repetida no início de versos ou frases sucessivas. Exemplo:
“É preciso estudar.
É preciso persistir.
É preciso acreditar.”
A repetição de “é preciso” cria ritmo e reforça a mensagem. Esse recurso é bastante utilizado em poemas, discursos, músicas, textos publicitários, discursos políticos e campanhas de conscientização. Para identificar, observe se uma mesma expressão aparece repetidamente no início de diferentes períodos ou versos.
16. Aliteração
A aliteração consiste na repetição de sons consonantais para produzir determinado efeito sonoro.
Exemplo: “O rato roeu a roupa do rei”.
A repetição do som representado pela letra “r” cria um efeito sonoro marcante. A aliteração é bastante explorada em poemas, trava-línguas, músicas e textos literários.
A leitura em voz alta ajuda a perceber se determinados sons consonantais aparecem repetidamente.
17. Assonância
A assonância é semelhante à aliteração, mas envolve principalmente a repetição de sons vocálicos. Exemplo: “A tarde clara passava pela praça”. A repetição de determinados sons vocálicos contribui para criar musicalidade. Assim:
- Aliteração → repetição de sons consonantais;
- Assonância → repetição de sons vocálicos.
18. Onomatopeia
A onomatopeia ocorre quando uma palavra ou expressão procura reproduzir ou representar um determinado som. Ela costuma ser usada em histórias em quadrinhos. A expressão “toc toc”, por exemplo, representa o som de alguém batendo em uma porta.
Veja mais exemplos comuns de onomatopeias:
- “tic-tac”;
- “miau”;
- “au-au”;
- “bum”;
- “crash”;
- “plim”.
Como identificar figuras de linguagem em qualquer texto?
Conhecer as definições é importante, mas saber identificar as figuras em um texto exige atenção ao contexto. Uma estratégia eficiente é seguir alguns passos. Saiba quais:
1. Leia o trecho completo
Analise o contexto como um todo. Não tente identificar a figura de linguagem olhando apenas para uma palavra. Leia a frase e, se necessário, os períodos anteriores e posteriores. Isso é especialmente importante para reconhecer:
- Ironia;
- Metáfora;
- Metonímia;
- Paradoxo;
- Eufemismo.
2. Questione-se se o sentido é literal
Essa é uma das perguntas mais importantes. Por exemplo, ao ler a frase “meu professor é uma enciclopédia”, você deve se perguntar: “Ele é literalmente uma enciclopédia?”. A resposta é não, então a expressão provavelmente apresenta uma metáfora para indicar que ele possui muito conhecimento.
3. Procure exageros
Se a frase apresenta um exagero proposital, considere a possibilidade de ser uma hipérbole. Exemplo: “Tenho milhares de coisas para fazer hoje”. É possível uma pessoa fazer milhares de coisas em um único dia? A pessoa provavelmente não está apresentando uma contagem literal. O exagero foi usado para enfatizar a quantidade de tarefas.
4. Procure comparações
Se houver palavras como “como”, “tal qual” ou “semelhante a”, verifique se existe uma comparação. Leia essa frase: “A criança correu como um raio para pegar o brinquedo”. No exemplo, o “como” estabelece explicitamente a comparação.
5. Procure oposição e observe o contexto
Quando duas ideias contrárias aparecem juntas, investigue se existe uma antítese ou um paradoxo. Por exemplo: “Ele sorria por fora, mas chorava por dentro”. Existe um contraste entre sorrir e chorar.
Já o contexto vai te ajudar a compreender o tom da fala. Isso é essencial para identificar principalmente a ironia. Exemplo: “Que maravilha! Perdemos o ônibus novamente”. Sem contexto, o “que maravilha” parece positivo, mas a situação como um todo mostra que há um tom irônico.
Como as figuras de linguagem aparecem em questões de prova?
Para se sair bem em exercícios de vestibulares, não basta apenas reconhecer o nome das figuras de linguagem. Muitas questões apresentam um trecho e perguntam sobre o efeito de sentido produzido pelo recurso.
A questão pode trazer uma frase como “o vento brincava entre as árvores” e fazer uma pergunta mais ampla e não simplesmente “qual é a figura de linguagem?”. Ela pode pedir, por exemplo, para que o estudante identifique o efeito produzido pela expressão. Nesse caso, é necessário perceber que o vento recebeu uma característica humana, criando uma imagem mais dinâmica e expressiva da natureza.
Isso mostra que, ao resolver uma questão, procure responder a três perguntas:
- Qual recurso foi utilizado?
- Qual trecho mostra esse recurso?
- Qual efeito ele produz no texto?
Essa estratégia torna a interpretação mais completa. Para dominar esse e outros temas, um curso pré-vestibular pode ajudar e muito. A Anglo é uma excelente opção para quem busca conquistar uma vaga em uma das grandes universidades do país.
Recursos de comunicação
As figuras de linguagem são recursos fundamentais para tornar a comunicação mais expressiva, criativa e significativa. Elas aparecem em poemas, músicas, livros, propagandas, notícias, histórias em quadrinhos, redes sociais e até nas conversas do dia a dia. Você viu que são vários tipos e que compreender o contexto é fundamental para identificá-las. Por isso, diante de qualquer texto, uma boa estratégia é ir além da pergunta “o que está escrito?” e também se questionar o motivo do autor ter dito isso dessa maneira.