O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova que exige conhecimentos amplos em todas as áreas do conhecimento. Uma delas é História. Ao estudar essa disciplina para o vestibular, tenha em mente que a prova não exige apenas que você decore datas, nomes de líderes ou informações do gênero.
A parte de História geral no ENEM costuma apresentar documentos históricos, imagens, charges, mapas, trechos de discursos, notícias e conteúdos do gênero para avaliar a capacidade do estudante de compreender processos históricos e relacioná-los aos contextos políticos, econômicos, sociais e culturais de cada período ou até mesmo com a atualidade.
Entre os assuntos que merecem sua atenção na hora de organizar os estudos estão as grandes revoluções, as duas Guerras Mundiais e a Guerra Fria. Esses conteúdos são relevantes, pois ajudam a compreender transformações que marcaram a formação do mundo contemporâneo e também possuem relação com temas como industrialização, imperialismo, nacionalismo, democracia, direitos humanos, capitalismo, socialismo e conflitos geopolíticos.
Isso mostra que mais importante do que memorizar quando determinado acontecimento ocorreu é entender por que ele aconteceu, quais grupos estavam envolvidos, quais mudanças esse fato histórico provocou e quais consequências deixou para as sociedades posteriores.
Para conseguir organizar melhor seus estudos, confira quais são os principais pontos de História geral no ENEM que merecem sua atenção e envolvem revoluções, guerras mundiais e a Guerra Fria. Veja também como conferir estratégias para reconhecer esses temas nas questões do ENEM.
Como a História geral aparece no ENEM?

Uma das principais características das questões de História do ENEM é a contextualização. Isso quer dizer que ao invés de simplesmente perguntar “em que ano aconteceu a Revolução Francesa?”, a prova costuma apresentar um texto sobre a sociedade francesa do século XVIII e pedir que o estudante identifique as contradições sociais ou políticas que contribuíram para o processo revolucionário.
Com isso, você precisa desenvolver algumas habilidades fundamentais, como:
- Compreender relações de causa e consequência;
- Identificar diferentes interesses sociais e políticos;
- Interpretar documentos históricos;
- Reconhecer mudanças e permanências;
- Relacionar acontecimentos de diferentes períodos;
- Compreender conceitos políticos e econômicos;
- Analisar consequências de processos históricos.
O que pode te ajudar durante os estudos de História geral é sempre utilizar esta sequência de perguntas: o que aconteceu? Por que aconteceu? Quem participou? Quais interesses estavam envolvidos? O que mudou depois? Dessa forma, a memorização dá espaço a compreensão histórica.
1. Revolução Inglesa: o fortalecimento do Parlamento
Entre os marcos históricos que ajudam a compreender a formação do mundo contemporâneo, está a Revolução Inglesa. Ela ocorreu principalmente durante o século XVII. Nesse período, a Inglaterra enfrentava conflitos entre a monarquia e setores que defendiam maior participação do Parlamento nas decisões políticas.
Também existiam disputas religiosas e interesses econômicos relacionados à burguesia e aos proprietários rurais. O conflito culminou na Guerra Civil Inglesa, entre 1642 e 1651, envolvendo os partidários do rei e as forças parlamentares. A vitória parlamentar levou à execução do rei Carlos I, em 1649, e à instalação de uma república, que foi posteriormente liderada por Oliver Cromwell.
Depois de um período de restauração da monarquia, novas tensões ocorreram até a chamada Revolução Gloriosa, em 1688. Nesse processo, Guilherme de Orange assumiu o trono, e a monarquia passou a ficar mais limitada pelo Parlamento.
A importância da Revolução Inglesa está justamente na transformação das relações entre monarquia e poder político. O processo contribuiu para o fortalecimento do parlamentarismo e criou condições favoráveis ao desenvolvimento de uma sociedade na qual setores ligados à propriedade e ao comércio ganharam maior influência.
O que lembrar para o ENEM?
Quando estudar Revolução Inglesa, faça a seguinte associação:
- Parlamento + limitação do poder monárquico + interesses burgueses + fortalecimento da propriedade privada.
Também é importante ter em mente que a Inglaterra passou por transformações políticas antes de outras grandes revoluções europeias. A monarquia segue existindo no Reino Unido, porém de forma simbólica.
2. Iluminismo: ideias que questionaram o Antigo Regime
Outro conteúdo fundamental para incluir nos estudos para o vestibular é o Iluminismo. O movimento intelectual ganhou força principalmente na Europa durante os séculos XVII e XVIII e valorizou a razão, a liberdade, a ciência e a crítica às estruturas tradicionais de poder. Pensadores iluministas questionaram o absolutismo, os privilégios sociais e a intolerância religiosa. Entre os principais nomes, estão:
- John Locke;
- Montesquieu;
- Voltaire;
- Jean-Jacques Rousseau;
- Denis Diderot.
Embora haja diferenças importantes entre eles, muitos defendiam princípios que posteriormente seriam associados ao constitucionalismo e às ideias de liberdade política.
Montesquieu, por exemplo, ficou conhecido pela defesa da divisão dos poderes. Já Rousseau desenvolveu reflexões sobre soberania popular e contrato social. Locke, por sua vez, destacou os direitos naturais e a importância do consentimento dos governados.
O Iluminismo é importante, pois suas ideias influenciaram processos políticos posteriores, incluindo a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa.
Dica de prova
Se uma questão do ENEM apresentar conceitos como razão, liberdade, crítica ao absolutismo, soberania popular e divisão dos poderes, existe uma grande possibilidade de o Iluminismo estar relacionado ao contexto apresentado. Fique atento!
3. Revolução Industrial: máquinas, fábricas e transformação social
Indo para o XVIII, um dos períodos que merece destaque é o da Revolução Industrial. Ela começou na Inglaterra no século XVIII e provocou profundas mudanças econômicas e sociais. A introdução de máquinas, a utilização de novas fontes de energia e o desenvolvimento das fábricas alteraram a maneira como os produtos eram fabricados.
Nessa fase, a produção artesanal perdeu espaço para sistemas de produção mecanizados.
A Revolução Industrial, no entanto, não se resume a apenas uma transformação tecnológica. Ela também modificou as relações de trabalho e a organização das cidades.
Com o crescimento das fábricas, aumentou a concentração de trabalhadores nos centros urbanos. Com isso, surgiu uma nova classe trabalhadora industrial, o proletariado.
As condições de trabalho eram frequentemente precárias, com longas jornadas, baixos salários e utilização de mão de obra infantil. Ao mesmo tempo, a burguesia industrial ampliou sua importância econômica. Essa nova estrutura social contribuiu para o surgimento de movimentos operários e ideologias políticas que ganharam força ao longo do século XIX. Entre elas, destacam-se:
- Socialismo utópico;
- Socialismo científico;
- Anarquismo;
- Sindicalismo.
Revolução Industrial e ENEM
É muito comum encontrar na prova questões que relacionem a industrialização a temas contemporâneos, como urbanização, desigualdade social, relações trabalhistas, exploração da mão de obra, movimentos sociais, tecnologia e capitalismo. Sabendo disso, não estude a Revolução Industrial apenas como uma sequência de invenções.
4. Revolução Francesa: o fim do Antigo Regime
Iniciada em 1789, a Revolução Francesa é um dos acontecimentos mais importantes da História Moderna. O primeiro passo é ter claro que a sociedade francesa era dividida em três estados:
- Primeiro Estado: clero;
- Segundo Estado: nobreza;
- Terceiro Estado: burguesia, trabalhadores urbanos e camponeses.
Apesar de representar a maior parte da população, o Terceiro Estado carregava grande parte dos impostos e possuía menor influência política. Além das desigualdades sociais, a França enfrentava uma grave crise econômica e fiscal. A convocação dos Estados Gerais em 1789 abriu espaço para uma ruptura política.
Um dos acontecimentos simbólicos mais conhecidos foi a tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789. A Revolução passou por diferentes fases e grupos políticos, incluindo os girondinos e jacobinos. Durante o período conhecido como Terror, entre 1793 e 1794, milhares de pessoas foram executadas. Posteriormente, a instabilidade política abriu caminho para a ascensão de Napoleão Bonaparte.
Contradição da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Um dos documentos fundamentais da Revolução foi a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Ela defendia princípios relacionados à liberdade e à igualdade jurídica. No entanto, é importante perceber uma contradição histórica: os ideais de liberdade e igualdade não significaram imediatamente igualdade para toda a população.
Mulheres, escravizados e outros grupos continuaram enfrentando profundas limitações na época. Esse tipo de contradição é um ponto que pode ser explorado na parte de História geral no ENEM. As questões podem explorar a diferença entre ideais políticos e realidade social.
5. Revolução Americana e independência dos Estados Unidos
A independência das Treze Colônias inglesas na América do Norte também está relacionada às transformações políticas do século XVIII. Os colonos passaram a questionar medidas fiscais impostas pela Inglaterra, especialmente após a Guerra dos Sete Anos. O conflito resultou na Declaração de Independência de 1776.
A independência dos Estados Unidos foi influenciada por ideias iluministas, especialmente conceitos relacionados à liberdade e aos direitos naturais. Nesse contexto, novamente aparece uma contradição importante. Apesar de defender princípios de liberdade, a sociedade norte-americana continuou marcada pela escravidão e pela exclusão política de diversos grupos.
Lembre-se!
A prova pode relacionar a Independência dos Estados Unidos pode ser relacionada a:
Iluminismo + oposição à tributação britânica + autonomia colonial + republicanismo. Tenha esse paralelo claro para compreender melhor possíveis questões do tema no dia da prova.
6. Imperialismo e nacionalismo no século XIX
Depois das revoluções políticas e industriais, as potências europeias ampliaram sua atuação na África e na Ásia. Esse processo ficou conhecido como Imperialismo ou Neocolonialismo. A expansão estava relacionada a interesses econômicos, políticos e estratégicos.
As potências buscavam matérias-primas, mercados consumidores e áreas para investimento, além de ampliar sua influência geopolítica. Ideologias racistas foram utilizadas para justificar a dominação de povos africanos e asiáticos. Um exemplo é o chamado “darwinismo social”, que aplicava de maneira inadequada conceitos da teoria da evolução para defender uma suposta superioridade entre grupos humanos.
O imperialismo também contribuiu para o aumento das tensões entre as potências europeias. Ao mesmo tempo, o século XIX foi marcado pelo fortalecimento dos nacionalismos. Movimentos nacionalistas contribuíram para processos como a unificação da Itália e da Alemanha. Essas transformações ajudaram a formar o cenário político que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.
7. Primeira Guerra Mundial: 1914–1918
Esse marcante conflito histórico não foi causado por um único acontecimento. Entre os fatores que contribuíram para a Primeira Guerra Mundial, estão:
- Nacionalismos;
- Imperialismo;
- Corrida armamentista;
- Disputas territoriais;
- Sistema de alianças;
- Rivalidades entre as potências europeias.
A Europa estava dividida principalmente entre a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. O acontecimento que desencadeou a guerra ocorreu em 1914, quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, foi assassinado em Sarajevo. A partir daí, o sistema de alianças contribuiu para ampliar rapidamente o conflito.
A guerra ficou marcada pela utilização das trincheiras, especialmente na Frente Ocidental. Foi um conflito de grande escala, com enorme mobilização de soldados e recursos industriais. Em 1917, a Rússia deixou a guerra após a Revolução Russa, enquanto os Estados Unidos entraram no conflito ao lado da Entente. Em 1918, as Potências Centrais foram derrotadas.
8. Tratado de Versalhes e as consequências da guerra
Assinado em 1919, o Tratado de Versalhes estabeleceu duras condições para a Alemanha. O país foi responsabilizado pelo conflito e sofreu perdas territoriais, limitações militares e obrigações financeiras. A insatisfação alemã com as condições impostas depois da guerra se tornou um dos elementos que ajudam a compreender o ambiente político das décadas seguintes.
A Primeira Guerra Mundial também provocou profundas transformações geopolíticas. Impérios como o Alemão, Austro-Húngaro, Otomano e Russo foram desestruturados.
Novos países surgiram e fronteiras foram redesenhadas. Fora isso, milhões de pessoas morreram ou foram afetadas pelo conflito.
Atenção para o ENEM!
Uma questão pode apresentar um mapa europeu anterior e outro posterior à Primeira Guerra Mundial e pedir aos candidatos que identifiquem as mudanças territoriais. Com isso, é interessante incluir nos seus estudos a análise de mapas e não apenas de textos sobre o assunto.
9. Revolução Russa de 1917
Além de transformar a Rússia, essa revolução teve enorme impacto no século XX. O Império Russo apresentava forte desigualdade social, problemas econômicos e um regime político autocrático liderado pelo czar logo no início do século XX. A participação na Primeira Guerra Mundial agravou as dificuldades.
Em 1917, ocorreram duas revoluções. A Revolução de Fevereiro derrubou o czar Nicolau II.
Meses depois, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, assumiram o poder na Revolução de Outubro. O novo governo defendia mudanças profundas na organização política e econômica. Posteriormente, foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS, em 1922.
A Revolução Russa estabeleceu uma experiência socialista que se tornou um dos principais contrapontos ao capitalismo durante grande parte do século XX.
10. Crise de 1929 e ascensão dos regimes totalitários
A crise econômica de 1929 começou nos Estados Unidos e teve consequências internacionais. A quebra da Bolsa de Nova York provocou falências, desemprego e redução da atividade econômica. A crise atingiu diferentes países e contribuiu para o aumento das tensões sociais e políticas.
Na Europa, o período entre guerras também foi marcado pela ascensão de regimes autoritários. Na Itália, Benito Mussolini liderou o fascismo. Na Alemanha, Adolf Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder em 1933. Vale recordar que o nazismo defendia ultranacionalismo, racismo, antissemitismo e forte autoritarismo.
A crise econômica, a insatisfação com o cenário político e os efeitos do pós-Primeira Guerra ajudaram a criar condições para o crescimento desses movimentos.
11. Segunda Guerra Mundial: 1939–1945
O conflito começou em 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia. Quando se fala em Segunda Guerra Mundial, é preciso ter claro que ela envolveu dois grandes blocos principais:
- Eixo: Alemanha, Itália e Japão;
- Aliados: Reino Unido, União Soviética, Estados Unidos, França e outros países.
O conflito foi marcado por batalhas em diferentes regiões do mundo. Na Europa, a Alemanha conquistou inicialmente diversos territórios, mas encontrou forte resistência.
Em 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética. No mesmo ano, o Japão atacou a base norte-americana de Pearl Harbor, levando os Estados Unidos a entrar diretamente na guerra.
A partir de então, a capacidade econômica e militar dos Aliados aumentou significativamente. Em 1944, ocorreu o desembarque da Normandia, conhecido como Dia D, contribuindo para a abertura de uma frente ocidental contra a Alemanha.
Em 1945, a Alemanha se rendeu. No Pacífico, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Pouco depois, o Japão anunciou sua rendição.
12. Holocausto e direitos humanos
Um dos pontos mais marcantes da Segunda Guerra Mundial é o Holocausto.
O regime nazista perseguiu e assassinou sistematicamente milhões de pessoas, especialmente judeus. Também foram perseguidos outros grupos, como pessoas com deficiência, população Roma, prisioneiros de guerra, opositores políticos e outros grupos considerados indesejáveis pelo regime.
O estudo do Holocausto é fundamental para compreender os efeitos extremos do racismo, do antissemitismo, do autoritarismo e da desumanização. Depois da guerra, a comunidade internacional buscou fortalecer mecanismos de proteção dos direitos humanos. Em 1945, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1948, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Como pode aparecer no ENEM?
A prova do ENEM pode ter questões de História relacionando a Segunda Guerra Mundial a temas como direitos humanos, intolerância, racismo, autoritarismo, propaganda política, memória histórica e organizações internacionais.
13. Guerra Fria: capitalismo versus socialismo
Após a Segunda Guerra Mundial, o cenário internacional foi reorganizado. Duas grandes potências passaram a exercer enorme influência: os Estados Unidos, principal representante do bloco capitalista, e a União Soviética, principal representante do bloco socialista. Essa disputa ficou conhecida como Guerra Fria.
Apesar do nome, não houve uma guerra direta e prolongada entre Estados Unidos e União Soviética. O conflito ocorreu principalmente por meio de disputas políticas, econômicas, militares, tecnológicas e ideológicas. O mundo passou a ser caracterizado pela bipolaridade.
Os Estados Unidos lideraram iniciativas de reconstrução e fortalecimento do capitalismo na Europa Ocidental. Um dos principais exemplos foi o Plano Marshall. A União Soviética, por sua vez, ampliou sua influência sobre países do Leste Europeu.
14. OTAN e Pacto de Varsóvia
A Guerra Fria também envolveu alianças militares. Em 1949, foi criada a Organização do Tratado do Atlântico Norte, mais conhecida como OTAN, liderada pelos Estados Unidos e seus aliados. Em 1955, a União Soviética e seus aliados estabeleceram o Pacto de Varsóvia. A existência desses blocos reforçou a divisão política e militar do mundo.
Essa divisão não significava que todos os países fossem simplesmente subordinados a uma das duas potências. Alguns Estados buscaram caminhos próprios. Um exemplo importante foi o Movimento dos Países Não Alinhados, que ganhou força durante a Guerra Fria.
15. Corrida armamentista e corrida espacial
A disputa entre Estados Unidos e União Soviética também ocorreu no campo tecnológico. As duas potências investiram fortemente em armas nucleares. Isso criou uma situação de tensão permanente, baseada na possibilidade de destruição em massa.
Ao mesmo tempo, ocorreu uma intensa corrida espacial. A União Soviética lançou o Sputnik, primeiro satélite artificial, em 1957. Em 1961, o soviético Yuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano a viajar para o espaço. Os Estados Unidos responderam com grandes investimentos e, em 1969, a missão Apollo 11 levou astronautas à Lua. A corrida espacial funcionou como demonstração de capacidade científica e tecnológica.
16. Revolução Cubana
Ocorrida em 1959, a Revolução Cubana também se tornou um importante episódio da Guerra Fria. O movimento liderado por Fidel Castro derrubou o governo de Fulgencio Batista. Posteriormente, Cuba se aproximou da União Soviética e adotou um sistema socialista. A proximidade entre Cuba e os Estados Unidos gerou uma série de tensões.
Em 1962 ocorreu a Crise dos Mísseis de Cuba, um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria. A instalação de mísseis soviéticos em Cuba levou a um confronto diplomático com os Estados Unidos. O episódio terminou com negociações e retirada dos mísseis. A crise demonstrou como a disputa nuclear poderia colocar o mundo diante de riscos extremamente elevados.
17. Guerra do Vietnã
Esse foi mais um conflito ligado à lógica da Guerra Fria. Na Guerra do Vietnã, o território vietnamita estava dividido entre o Vietnã do Norte, de orientação comunista, e o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos. Os Estados Unidos aumentaram sua participação militar no conflito durante a década de 1960.
A guerra gerou enorme oposição dentro dos próprios Estados Unidos. Movimentos pacifistas e manifestações contra a guerra ganharam força. Em 1975, as forças comunistas assumiram o controle de Saigon, posteriormente chamada Ho Chi Minh City. O conflito mostrou que a superioridade militar de uma potência não garantia necessariamente o alcance de seus objetivos políticos.
18. Muro de Berlim: símbolo da divisão do mundo
Durante a Guerra Fria, foi construído o Muro de Berlim. Isso aconteceu em 1961, época em que a região estava dividida entre áreas sob influência ocidental e soviética. O muro tornou-se um dos maiores símbolos da divisão entre os blocos capitalista e socialista.
Durante décadas, a estrutura separou famílias e dificultou a circulação entre os dois lados da cidade. Em 1989, o Muro de Berlim caiu. O acontecimento acabou se tornando símbolo do enfraquecimento do bloco socialista europeu. Em 1991, a União Soviética foi dissolvida, momento que é visto como marco do encerramento da Guerra Fria.
Como conectar revoluções, guerras e Guerra Fria?
Agora que você já deu uma revisada nos principais acontecimentos históricos, chegou a hora de ampliar seus conhecimentos. Um dos melhores caminhos para estudar História geral para o ENEM é perceber que esses acontecimentos não estão isolados. Você deve ter notado que existe uma sequência de transformações.
A Revolução Industrial fortaleceu o capitalismo e transformou as relações sociais. O Iluminismo difundiu ideias de razão, liberdade e crítica ao absolutismo. As revoluções políticas questionaram as estruturas do Antigo Regime. O avanço do capitalismo e do nacionalismo contribuiu para as disputas entre potências. O imperialismo aumentou as rivalidades internacionais.
Essas tensões contribuíram para o contexto da Primeira Guerra Mundial. O pós-guerra produziu instabilidade política e econômica. A crise de 1929 e o crescimento dos regimes totalitários contribuíram para o cenário que levou à Segunda Guerra Mundial.
Depois de 1945, Estados Unidos e União Soviética passaram a disputar influência mundial. Assim surgiu a Guerra Fria. Perceber todas essas conexões ajuda muito mais do que decorar acontecimentos isoladamente.
Cuidado com as pegadinhas
Muitas questões do ENEM e de qualquer outro vestibular de múltipla escolha podem apresentar alternativas que parecem corretas porque misturam informações verdadeiras de períodos diferentes. Um exemplo seria associar o Plano Marshall à União Soviética. O Plano Marshall foi uma iniciativa dos Estados Unidos voltada à reconstrução econômica de países europeus no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial.
Outra confusão comum é considerar que a Guerra Fria foi uma guerra militar direta entre Estados Unidos e União Soviética. Na realidade, a característica central foi justamente a disputa indireta entre os dois blocos, embora conflitos armados em diferentes regiões tenham sido influenciados pela rivalidade entre as potências. Outra dica é saber diferenciar fascismo e nazismo sem ignorar suas características específicas.
Organize os conteúdos
Revoluções, guerras mundiais e Guerra Fria estão entre os grandes processos que ajudam a explicar a formação do mundo contemporâneo. Para o ENEM, estudar esses temas significa compreender muito mais do que decorar dados superficiais dos conflitos. É preciso identificar relações entre economia, política, sociedade, cultura, tecnologia e conflitos.
Na reta final, revise os conteúdos que ficaram com mais dúvidas e vale também revisar provas anteriores. Materiais organizados, exercícios comentados e uma rotina consistente podem fazer diferença nesse processo — especialmente para quem está se preparando para o vestibular e quer arrasar em História geral no ENEM. Os conteúdos, materiais de preparação e metodologia do Anglo são uma ótima opção para quem busca um curso preparatório. Conheça e matricule-se já.