Você provavelmente já viu o conflito entre Israel e Palestina nos noticiários, nas redes sociais ou em discussões sobre política internacional. Mas o que pouca gente percebe é que esse tema aparece com frequência nas provas do ENEM e dos vestibulares. Ele envolve território, religião, identidade, geopolítica e direitos humanos — assuntos que sempre caem em questões de História, Geografia e Atualidades.
Compreender o conflito não é apenas decorar datas ou nomes, mas entender como decisões do passado moldam o presente e influenciam o mundo. Então, bora entender essa história de um jeito claro e direto?
O início de tudo: quando começou o conflito?
A região onde hoje ficam Israel e Palestina era, durante séculos, parte do Império Otomano. Após a Primeira Guerra Mundial, o império desmoronou, e o território passou a ser administrado pelo Reino Unido, sob supervisão da Liga das Nações.
Nesse período, começou a crescer o movimento sionista, que defendia a criação de um Estado judeu. A perseguição aos judeus na Europa — que atingiu seu ponto mais trágico durante o Holocausto — fez com que muitos migrassem para a Palestina, aumentando a tensão com os árabes que já viviam ali.
Em 1947, a ONU propôs uma partilha: o território seria dividido em dois Estados, um judeu e outro árabe, e Jerusalém ficaria sob administração internacional. Os judeus aceitaram, mas os árabes rejeitaram o plano.
No ano seguinte, em 1948, foi proclamado o Estado de Israel. A reação veio de imediato: países árabes vizinhos declararam guerra, e esse conflito marcou o início de uma história de disputas que dura até hoje. Para os israelenses, foi o nascimento do país. Para os palestinos, foi o começo da Nakba, palavra árabe que significa “catástrofe”, quando centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas casas e se tornaram refugiados.
Décadas de guerra e ocupação
Desde 1948, Israel e seus vizinhos travaram diversas guerras. Uma das mais importantes foi a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia em menos de uma semana e ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Esses territórios continuam sendo os pontos mais sensíveis do conflito.
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Nos anos seguintes, os palestinos organizaram movimentos de resistência conhecidos como Intifadas, que significa “levantes”. A primeira aconteceu no final dos anos 1980, e a segunda, no início dos anos 2000. Esses períodos foram marcados por protestos, enfrentamentos e por um endurecimento das políticas israelenses nas áreas ocupadas.

O papel do Hamas e a Faixa de Gaza
A Faixa de Gaza é uma pequena região litorânea de apenas 360 km², mas com mais de dois milhões de habitantes. Desde 2007, ela é controlada pelo Hamas, um grupo islâmico que não reconhece o Estado de Israel.
Israel considera o Hamas uma organização terrorista e mantém sobre Gaza um bloqueio aéreo, marítimo e terrestre. Esse bloqueio, somado aos bombardeios e à destruição de infraestrutura, faz com que a população viva em uma grave crise humanitária, com falta de água, energia e alimentos.
Os confrontos entre Israel e Hamas costumam se intensificar periodicamente, reacendendo o debate internacional sobre os direitos humanos e a busca por uma solução de paz.
Jerusalém e os territórios ocupados
A disputa por Jerusalém é outro ponto central. A cidade é sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, e tanto Israel quanto a Palestina a consideram sua capital. Desde 1967, Israel controla toda a cidade, mas os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino.
Além disso, a presença de assentamentos israelenses na Cisjordânia — comunidades construídas por colonos judeus em território palestino — é vista por grande parte da comunidade internacional como ilegal, de acordo com resoluções da ONU.
Outro ponto delicado é a situação dos refugiados palestinos, que somam milhões de pessoas espalhadas por países vizinhos. A Resolução 194 da ONU reconhece o direito de retorno dessas famílias às suas terras, mas Israel rejeita a medida, temendo mudanças demográficas que afetariam a identidade judaica do país.
A influência internacional
O conflito entre Israel e Palestina não se resume à região. Ele envolve interesses e alianças globais. Os Estados Unidos são o principal aliado de Israel, oferecendo apoio militar e político. Já países como o Irã, a Síria e o Líbano apoiam grupos palestinos. A ONU tenta mediar cessar-fogos e promover negociações, mas até agora nenhuma solução duradoura foi alcançada.
A proposta mais discutida é a “solução de dois Estados” — a criação de um Estado palestino independente coexistindo ao lado de Israel. Embora apoiada por boa parte da comunidade internacional, ela ainda encontra fortes obstáculos políticos, territoriais e ideológicos.

O que o vestibular quer saber sobre isso?
O conflito Israel-Palestina pode aparecer de várias formas nas provas.
- Em História, costuma ser abordado no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial, da criação da ONU e da descolonização. Em Geografia, o foco é a disputa territorial, o controle de recursos naturais e a geopolítica do Oriente Médio.
- Em Atualidades, o tema aparece em discussões sobre direitos humanos, migrações, refugiados e papel das potências mundiais.
E, claro, pode render ótimas ideias para a redação. Um tema como “conflitos territoriais e seus impactos humanitários” ou “a busca pela paz em tempos de guerra” pode se apoiar perfeitamente nesse contexto.
Um exemplo de tese seria:
“O conflito entre Israel e Palestina mostra como disputas por território e identidade, quando não mediadas pelo diálogo e pela diplomacia, podem perpetuar ciclos de violência e desigualdade.”
Como estudar esse tema de forma inteligente
Uma boa estratégia é montar uma linha do tempo com os principais acontecimentos — da partilha da ONU em 1947 até os confrontos recentes. Use mapas para visualizar a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém.
Leia reportagens atualizadas. Essas fontes costumam trazer análises equilibradas e dados recentes, fundamentais para quem quer se destacar nas provas.
E, acima de tudo, tente compreender as diferentes perspectivas do conflito. Isso te ajuda não apenas a responder questões com mais segurança, mas também a desenvolver uma visão crítica sobre o mundo.
A Guerra entre Israel e Palestina é um dos conflitos mais complexos e duradouros da era moderna. Com raízes históricas profundas e dimensões religiosas e políticas, ele revela como o passado e o presente se entrelaçam na formação de identidades e na disputa por território.
Para quem está se preparando para o vestibular, entender esse tema vai muito além de acertar questões. É uma oportunidade de refletir sobre paz, diplomacia e direitos humanos — temas que estão no centro das transformações do século XXI.
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