Enem: entenda qual é o método de correção

Você já procurou saber qual o método de correção Enem e se sentiu um pouco confuso? Caso a resposta para essa pergunta seja sim, saiba que você não está sozinho nessa. Muitos estudantes têm dificuldades para compreender o porquê da sua pontuação final quando o resultado é divulgado, mas fique tranquilo que neste texto explicaremos direitinho como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faz a correção das questões e da redação a fim de que isso não seja um problema ao ter acesso a sua nota. 

Para início de conversa, a correção Enem é feita utilizando o método TRI, porém ele é aplicado apenas para as questões. Na correção da redação, os avaliadores analisam se o candidato tem as competências esperadas de um estudante do ensino médio em relação às habilidades técnicas ao realizar uma produção de texto, à visão de mundo junto ao repertório sociocultural que possui e à compreensão dos problemas que envolvem as questões sociais. 

Então, sem mais delongas, siga para o próximo tópico e entenda como funciona o método TRI. Vamos lá? 

Como funciona a correção pelo método TRI? 

O método de correção utilizado na avaliação das questões do Enem é chamado de Teoria de Resposta ao Item (TRI). Por esse sistema, é possível estimar a dificuldade de cada questão para medir o conhecimento dos participantes, facilitando a análise da proficiência técnica em cada disciplina. 

O modelo matemático TRI considera três critérios: 

  • Parâmetro de discriminação: diferencia os participantes que possuem domínio da habilidade avaliada em uma questão daqueles que não possuem o domínio necessário para acertarem. 
  • Parâmetro de dificuldade: para avaliar os candidatos em todos os níveis de conhecimento em relação à habilidade exigida na questão, é elaborada uma escala de proficiência. Quanto maior o valor nessa escala, mais difícil é o item, estabelecendo, assim, a dificuldade presente na questão. 
  • Parâmetro de acerto casual: evidencia a probabilidade de o estudante acertar a questão sem o domínio da habilidade exigida para conseguir responder corretamente determinado item. 

No método TRI, não há os extremos 0 e 1000 entre as áreas do conhecimento, ou seja, a proficiência do participante não varia entre esses dois pontos, mas significa que os valores mínimos e máximos de cada conjunto de provas dependem dos valores dos itens. Além disso, a nota do candidato na questão não depende do desempenho de outros estudantes no mesmo item, mas da posição das questões na escala de proficiência. 

Nesse exame, só é possível atingir a nota máxima (1000 pontos) na avaliação da redação do participante, uma vez que os critérios de correção são outros. Para que os candidatos entendessem um pouco mais como o valor por questão é localizado na régua, o Inep elaborou um mapa por área do conhecimento. Veja parte dos mapas de cada área: 

Um outro ponto importante de ser esclarecido é que não é possível estimar a sua nota apenas pelo número de questões corretas, justamente por cada item possuir um valor diferente. Apesar disso, há uma ligação entre o número de acertos e a nota calculada pelo método TRI, isso significa que um participante com muitos acertos terá uma nota maior que um participante que teve poucos acertos. Ficou um pouco confuso agora? Calma, vamos explicar! 

Dessa forma, podemos dizer que a nota alta ou a nota baixa do estudante está relacionada aos valores mínimo e máximo das provas das áreas do conhecimento. É necessário considerar apenas que candidatos com o mesmo número de acertos podem ter pontuações diferentes, o que determinará isso é como ele se saiu no momento da análise dos 3 parâmetros usados em cada questão que foi respondida corretamente. Veja: 

Os pontos no gráfico mostram que há pequenas variações de nota entre candidatos que obtiveram a mesma quantidade de acertos, entretanto perceba que cada um dos participantes (1, 2 e 3) se distancia no seu posicionamento por terem acertado mais ou menos itens. Você deve estar se perguntando: e qual a vantagem para o Enem utilizar esse sistema? Uma das vantagens é que podemos considerá-lo um modelo “antichute”, pois há um comparativo no desempenho do próprio aluno, resultando numa lógica de coerência entre as respostas, o que pode gerar um resultado diferente entre participantes com a mesma quantidade de acertos. 

Agora pensando na pontuação do candidato com o desempenho comparado em todas as questões, caso ele acerte uma questão difícil, mas erre uma questão fácil que avalia habilidade semelhantes em níveis diferentes, ele ainda pontuará, porém não terá como resultado o valor máximo estabelecido na escala de proficiência para o item mais complexo. Por esse motivo, ficará com pontuação menor que um outro candidato que obteve a mesma quantidade de acertos e se sobressairá em relação aos outros estudantes que acertarem menos itens. Portanto, mesmo com esse tipo de correção Enem, sempre será melhor responder “chutando” a alternativa correta do que deixar a questão em branco. 

Certo, agora você já deve ter entendido melhor como funciona a correção Enem para as questões objetivas de cada prova. Se quiser compreender o método de correção da redação do Enem, leia o texto “Enem: quais são as 5 competências cobradas na redação?” publicado no Blog Anglo

Depois volte por aqui para mais dicas sobre os vestibulares que irão ajudar muito no seu desempenho nas provas.  

Até mais! 

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